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Publicado em 15 de Outubro de 2019

Por Natália Rodrigues e Camila Cacique

Hoje é dia das professoras e professores, por isso, resolvemos reconhecer a trajetória fascinante de Pamella Billig Mello. Seu empenho em prol da educação foi reconhecido junto com outros 17 profissionais públicos que transformam positivamente a vida das pessoas em seis diferentes categorias no Prêmio Espírito Público 2019

A determinação e a persistência de uma pesquisadora e professora universitária mudou a realidade de cidade do interior do Rio Grande do Sul. Há 10 anos atuando como profissional pública, a cientista Pâmela Billig Mello Carpes ingressou como professora substituta na Universidade Federal do Pampa e desde então transformou a realidade da população de Uruguaiana

Profissinais públicas ganhadoras do Prêmio Espírito Público 2019

Desde o início da carreira, Pâmela enxergava no serviço público a oportunidade de desenvolver projetos de pesquisa, orientar alunos de mestrado e doutorado, desenvolver projetos com a comunidade e fazer ciência. A pesquisadora é responsável por um projeto que tenta desvendar questões sobre a memória e aprendizagem de crianças no ambiente escolar.

O trabalho de neurociência atende diversas escolas públicas de Uruguaiana. Além dos estudos, a cientista criou grupo de divulgação de ciência nos colégios e uma das missões é quebrar o estereótipo de que mulheres não podem estar ciência. O desequilíbrio de gênero dentro da ciência é muito perceptível. O trabalho de divulgação é fundamental para estimular e apresentar à outras estudantes o caminho da pesquisa e da ciência.

A educação sempre permeou a vida de Pâmela Carpes. Filha de professores universitários, a cientista brasileira não imaginava que iria trilhar o mesmo caminho dos pais. No entanto, a Doutora em Fisiologia, com pós-doutorado na Universidade de Leuven, na Bélgica, não imaginou que iria seguir como cientista e professora universitária. 

Pâmela é bolsista de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq. Além disso, a professora lidera o Grupo de Pesquisa em Fisiologia, e o Programa POPNEURO: Ações para divulgação e popularização da neurociência. Pâmela também participa dos grupos Cientistas do Pampa e Parent in Science. 

Em 2017 ganhou o Prêmio Para Mulheres na Ciência L’Oreal/UNESCO/Academia Brasileira de Ciências. É membro do Comitê de Ensino da Sociedade Brasileira de Fisiologia e do comitê Women in Physiology da American Physiological Society. É pesquisadora da Rede Ciência para a Educação e atuou no Escritório da Educação da UNESCO no programa Science of Learning. 

Conheça outros profissinais da educação que contribuem para o desenvolvimento do Brasil em: http://premioespiritopublico.org.br/


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